terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

Home Sweet Home


sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

Sonhos...

Sonhos, desejos, objectivos de vida... Quero esforçar-me por ver e concretizar os meus.

Gostava de os ver crescer contigo, mas por vezes parece-me que não são coincidentes com os teus...




Dream – Priscilla Ahn

I was a little girl alone in my little world who dreamed of a little home for me.
I played pretend between the trees, and fed my houseguests bark and leaves, and laughed in my pretty bed of green.

I had a dream
That I could fly from the highest swing.
I had a dream.

Long walks in the dark through woods grown behind the park, I asked God who I’m supposed to be.
The stars smiled down on me, God answered in silent reverie. I said a prayer and fell asleep.

I had a dream
That I could fly from the highest tree.
I had a dream.

Now I’m old and feeling grey. I don’t know what’s left to say about this life I’m willing to leave.
I lived it full and I lived it well, there’s many tales I’ve lived to tell. I’m ready now, I’m ready now, I’m ready now to fly from the highest wing.

I had a dream

sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Desejo


"Desejo, primeiro, que você ame e que, amando, também seja amado.
E que, se não for, seja breve em esquecer.
E que, esquecendo, não guarde mágoa. Desejo, pois, que não seja assim.
Mas se assim for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos, que, mesmo maus e inconsequentes, sejam corajosos e fiéis.
E que, pelo menos, num deles você possa confiar sem duvidar.
E, porque a vida é assim.

Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos, mas na medida exacta para que, algumas vezes, você se interpele a respeito de suas próprias certezas.
E que, entre eles, haja, pelo menos, um que seja justo, para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo, depois, que você seja útil, mas não insubstituível.
E que, nos maus momentos, quando não restar mais nada, essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo, ainda, que você seja tolerante, não com os que erram pouco, porque isso é fácil.
Mas com os que erram muito e irremediavelmente, e que, fazendo bom uso dessa tolerância, você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem, não amadureça depressa demais;
que, sendo maduro, não insista em rejuvenescer;
e que, sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e é preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo, por sinal, que você seja triste, não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que, nesse dia, descubra que o riso diário é bom, o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra, com o máximo de urgência, acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos, injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato, alimente um cuco e ouça o joão-de-barro erguer, triunfante, o seu canto matinal.
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente, por minúscula que seja, e acompanhe o seu crescimento, para que você saiba de quantas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático.
E que, pelo menos, uma vez por ano, coloque um pouco dele na sua frente e diga:"Isso é meu", só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afectos morra, por ele e por você, mas que, se morrer, você possa chorar sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo, por fim, que você, sendo homem, tenha uma boa mulher.
E que, sendo mulher, tenha um bom homem.
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes, e, quando estiverem exaustos e pouco sorridentes, ainda haja amor para recomeçar.

E, se tudo isso acontecer, não tenho mais nada a te desejar."

de Victor Hugo (poeta francês)

terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Apenas queria dançar

Mas ficou sozinha com a chuva...

Imagem: Internet

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Nunca devemos amar em silêncio

“Nunca devemos amar em silêncio, nada é mais perigoso do que dividir com outrem os pensamentos vividos em silêncio.
Um amor feliz precisa do turbilhão das palavras, das frases aparentemente inúteis e sem sentido, precisa de adjectivos, de elogios, do ruído das banalidades.
Não há felicidade que não seja tantas vezes fútil, tantas vezes inútil.”
in “Não te deixarei morrer, David Crockett”, Miguel Sousa Tavares


Falar, dizer, mostrar o que se sente. Porquê? Para quê?

Porque sim. Porque não se tem de intuir ou tentar adivinhar o que o outro sente ou pensa. Podemos sentir, mas os sentidos podem ser iludidos.

Porque para mim faz bem mais sentido assim... Porque EU TAMBÉM SOU. E sou assim.

quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Cedências

"O amor por uma pessoa deve incluir os corvos de seu telhado"


Mas se são duas pessoas, há dois telhados, cada um com os seu corvos...

Não é óbvio e lógico que todos eles se tem de entender, encontrar o seu caminho comum?!?

Nenhum "lado do telhado" tem mais razões ou direitos que o outro...

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Há amores assim

Há amores assim
Que nunca têm início
Muito menos têm fim
Na esquina de uma rua
Ou num banco de jardim
Quando menos esperamos
Há amores assim

Não demores tanto assim
Enquanto espero o céu azul
Cai a chuva sobre mim
Não me importo com mais nada
Se és direito ou o avesso
Se tu fores o meu final
Eu serei o teu começo

Não vou ganhar
Nem perder
Nem me lamentar
Estou pronta a saltar
De cabeça contra o mar

Je t’aime je t’adore
Um amor nunca se escolhe
Mas sei que vais reparar em mim
Yo te quiero tanto
E converso com o meu santo
Eu rezo e até peço em latim

Há amores assim
Que nunca têm início
Muito menos têm fim
Na esquina de uma rua
Ou num banco de jardim
Quando menos esperamos
Há amores assim

Não vou medir
Nem julgar
Eu quero arriscar
Tenho encontro marcado
Sem tempo nem lugar

Je t’aime je t’adore
Um amor nunca se escolhe
Mas sei que vais reparar em mim
Yo te quiero tanto
E converso com o meu santo
Eu rezo e até peço em latim

Je t’aime je t’adore
Um amor nunca se escolhe
Mas sei que vais reparar em mim
Yo te quiero tanto
E converso com o meu santo
Eu rezo e até peço em latim

Não demores tanto assim
Enquanto espero o céu azul
Cai a chuva sobre mim
Não me importo com mais nada
Se és direito ou o avesso
Se tu fores o meu final
Eu serei o teu começo

Quando te encontrar sei que tudo se iluminará
Reconhecerei em ti meu amor, a minha eternidade
É que na verdade a saudade já me invade
Mesmo antes de te alcançar
É a sede que me mata
Ao sentir o rio abraçar o mar

Je t’aime je t'adore
Um amor nunca se escolhe
Mas sei que vais reparar em mim
Yo te quiero tanto
E converso com o meu santo
Eu rezo e até peço em latim

Sem lágrima caída
Sou dona da minha vida
Sem nada mais nada
De bem com a vida

Há Amores Assim, Donna Maria

quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Esta coisa de gostar de alguém

Imagem: Internet

Esta coisa de gostar de alguém não é para todos e por vezes — em mais casos do que se possa imaginar — existem pessoas que pura e simplesmente não conseguem gostar de ninguém. Esperem lá, não é que não queiram — querem — mas quando gostam — e podem gostar muito — há sempre qualquer coisa que os impede. Ou porque a estrada está cortada para obras de pavimentação. Ou porque sofremos de diabetes e não podemos abusar dos açúcares. Ou porque sim e não falamos mais nisto. Há muita gente que não pode comer crustáceos, verdade? E porquê? Não faço ideia, mas o médico diz que não podemos porque nascemos assim e nós, resignados, ao aproximar-se o empregado de mesa com meio quilo de gambas que faz favor, vamos dizendo: “Nem pensar, leve isso daqui, que me irrita a pele.”

Ora, por vezes o simples facto de gostarmos de alguém pode provocar-nos uma alergia semelhante. E nós, sabendo-o, mandamos para trás quando estávamos mortinhos por ir em frente. Não vamos. E muitas das vezes sabendo deste nosso problema escolhemos para nós aquilo que sabemos que invariavelmente iremos recusar. Daí existirem aquelas pessoas que insistem em afirmar que só se apaixonam pelas pessoas erradas. Mentira. Pensar dessa forma é que é errado, porque o certo é perceber que se nós escolhemos aquela pessoa foi porque já sabíamos que não íamos a lado nenhum e que — aqui entre nós — é até um alívio não dar em nada porque ia ser uma chatice e estava-se mesmo a ver que ia dar nisto. E deu. Do mesmo modo que no final de dez anos de relacionamento, ou cinco, ou três, há o hábito generalizado de dizermos que aquela pessoa com quem nos casámos já não é a mesma pessoa, quando por mais que nos custe, é igualzinha. O que mudou — e o professor Júlio Machado Vaz que se cuide — foram as expectativas que nós criámos em relação a ela. Impressionados?

Pois bem, se me permitem, vou arregaçar as mangas. O que é difícil — dizem — é saber quando gostam de nós e quando afirmam isto, bebo logo dois “dry” Martinis para a tosse. Saber quando gostam de nós? Mas com mil raios, isso é o mais fácil, porque quando se gosta de alguém não há desculpas nem “Ai que amanhã não dá porque tenho muito trabalho”, nem “Ai que hoje era bom mas tenho outra coisa combinada” nem “Ai que não vi a tua chamada não atendida”.

Quando se gosta de alguém — mas a sério, que é disto que falamos — não há nada mais importante do que essa outra pessoa. E sendo assim, não há SMS que não se receba porque possivelmente não vimos, porque se calhar estava a passar num sítio sem rede, porque a minha amiga não me deu o recado, porque não percebi que querias estar comigo, porque não recebi as flores que pensava não serem para mim, porque não estava em casa quando tocaste.

Quando se gosta de alguém temos sempre rede, nunca falha a bateria, nunca nada nos impede de nos vermos e nem de nos encontrarmos no meio de uma multidão de gente.

Quando se gosta de alguém não respondemos a uma mensagem só no final do dia, não temos acidentes de carro, nem nunca os nossos pais se sentiram mal a ponto de impossibilitar o nosso encontro.

Quando se gosta de alguém, ouvimos sempre o telefone, a campainha da porta, lemos sempre a mensagem que nos deixaram no vidro embaciado do carro desse Inverno rigoroso.

Quando se gosta de alguém
— e estou a escrever para os que gostam — vamos para o local do acidente com a carta amigável, vamos ter com ela ao corredor do hospital ver como estão os pais, chamamos os bombeiros para abrirem a porta, mas nada, nada nos impede de estar juntos, porque nada nem ninguém é mais importante do que nós.

Fernando Alvim, Jornal Metro (13.10.07)

domingo, 11 de Outubro de 2009

Confiar

Por seres do céu
Por ser para ti.

Talvez o sol te venha ver
Por ser o que eu também senti
O tempo é melhor para nós.

Talvez confiar…
Talvez confiar e esperar um dia sem dor.

Por ser um véu entre ti
Talvez nunca vás mudar
Por nunca querer esquecer um fim
Que teimas lembrar.

Não fui!
Não disse!

Não quis saber de restos de canções de amor.
Que restam em refrões de cor.
Que teimas que te prendam…

Ou talvez confiar!
Talvez confiar…
Talvez confiar e esperar um dia sem dor.

Talvez confiar


Toranja

sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

A música...

... que, só por si, me faz sentir a vida em mim.